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Captação

Formulário que a pessoa termina

O levantamento, a ficha ou o pedido de orçamento refeitos para voltarem preenchidos, porque o formulário que ninguém termina trava o trabalho inteiro antes de ele começar.

Formulário que a pessoa termina, da família captação: O levantamento, a ficha ou o pedido de orçamento refeitos para voltarem preenchidos, porque o formulário que n

Formulário não é tela, é obstáculo. Toda pergunta a mais derruba um pouco da chance de a resposta voltar, e o desenho decide se o que você precisa saber chega até você ou fica no meio do caminho.

O lugar mais caro para descobrir isso é o começo do trabalho, quando tudo depende de um levantamento que o cliente não devolveu.

O caso, que é meu

O levantamento inicial que eu envio foi gerado com o mesmo formato dos documentos de contrato. Nesse formato, cada bloco abria em página nova, e o documento saía com 16 páginas.

Formulário de 16 páginas não é preenchido.

O mesmo conteúdo, exatamente o mesmo, remontado em formato de formulário saiu com 8.

O mesmo levantamento, nos dois formatosFormato de contrato: 16 páginas; Formato de formulário: 8 páginasFormato de contrato16 páginasFormato de formulário8 páginas

A escolha do formato não é estética. Documento que parece longo não volta preenchido, e quando ele não volta o trabalho inteiro trava ali, antes de começar.

O que entra e o que não entra

Entra

  • Revisão de cada pergunta, para saber se ela muda alguma decisão
  • Corte do que não muda nada
  • Reordenação, do fácil para o difícil
  • Escolha do formato e do tamanho aparente
  • Gravação da resposta antes de qualquer aviso ser disparado
  • Possibilidade de parar e continuar depois, quando for longo
  • Teste de preenchimento cronometrado, com alguém de fora

Não entra

  • Levar gente até o formulário, que é outra frente
  • Coleta de dado sensível sem conversa específica antes
  • Formulário que exige conta ou cadastro para começar
  • Promessa de taxa de preenchimento

A pergunta que decide o corte

Cada pergunta passa por um teste só: se a resposta fosse diferente, o que eu faria de diferente?

Se a resposta for “nada”, a pergunta sai. Ela não é curiosidade inofensiva: ela custa uma parte das respostas que você não vai receber, e você nunca vai saber quantas.

Num levantamento meu, a versão em página tinha 102 perguntas, contra cerca de 90 na versão em documento, com tempo declarado de preenchimento de aproximadamente 30 minutos. Trinta minutos é muito tempo para pedir de alguém que ainda não contratou nada, e cada pergunta precisa se justificar contra esse relógio.

Gravar primeiro, avisar depois

A ordem importa e quase sempre está invertida. O formulário precisa gravar a resposta antes de tentar mandar qualquer aviso.

Se o envio do e-mail falhar e a gravação vier depois, a resposta se perde e ninguém fica sabendo. Se a gravação vier primeiro, o dado está guardado mesmo quando o aviso falha, e dá para recuperar.

Já abri um formulário no ar havia anos que jogava a pessoa direto numa conversa de mensagem sem gravar nada. Não existia lista, não existia histórico, não existia onde olhar para responder quantos contatos chegaram no mês.

Como o trabalho acontece

  1. Listar o que você precisa saberE separar do que seria bom saber. A segunda lista quase sempre é maior, e ela inteira sai.
  2. Aplicar o teste da decisãoPergunta por pergunta. A que não muda nenhuma decisão sua não entra, por mais interessante que seja.
  3. Desenhar a ordemComeça pelo fácil. Quem respondeu as três primeiras tem muito mais chance de terminar do que quem travou na primeira.
  4. Gravar antes de avisarSempre nessa ordem, e conferido com um envio de teste usando nome obviamente falso.
  5. Cronometrar com alguém de foraAlguém que não conhece o assunto preenche e a gente mede. Quem escreveu o formulário sempre acha que ele é rápido.

O que depende de você

Sem isto, a frente trava

  1. Dizer o que você faz com cada informação que pede
  2. Aceitar cortar pergunta, inclusive pergunta de que você gosta
  3. Uma conta onde os contatos ficam guardados, no seu nome
  4. Decidir quem responde quem preencher, e em quanto tempo

O segundo item é onde a conversa fica difícil e onde a frente entrega valor. Quase todo formulário longo é longo porque ninguém quis tirar nada.

Quando eu não recomendo

Não contrate isto agora se

  • Ninguém chega ao seu formulário hoje. Arrumar o funil de uma porta por onde não passa gente é arrumar corredor vazio.
  • Você não tem onde guardar o que for respondido. Primeiro o lugar, depois o que enche o lugar.
  • Ninguém vai responder quem preencher. O formulário passa a organizar a perda.
  • Você não quer cortar nenhuma pergunta. Sem corte, sobra desenho, e desenho sozinho muda pouco.

Perguntas que aparecem sempre

Quantas perguntas é o ideal? Não existe número. Existe o teste: cada pergunta precisa mudar uma decisão sua. Formulário de trinta perguntas que passam no teste vale mais que um de cinco que não passam.

Formulário longo nunca funciona? Funciona quando a pessoa já decidiu e o formulário é o caminho, como um levantamento depois de contratar. Antes de contratar, longo custa caro.

Posso pedir telefone e e-mail? Pode, e vale escolher um dos dois como obrigatório. Dois campos obrigatórios de contato derrubam resposta sem devolver nada.

Como eu sei se melhorou? Comparando quantos começam com quantos terminam, antes e depois. É uma das poucas coisas desta lista que dá para medir direito.

Na mesma frente

O que costuma vir junto

Quem executa isso

Formulário que a pessoa termina não se contrata avulso aqui.

Este serviço existe dentro da gestão de operação digital da ALC: uma frente por ciclo, escopo registrado na abertura do mês e prestação de contas no fechamento. A relação com o seu cliente continua sendo sua.