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Site e páginas

Simplificar site herdado

Quando o site é mais complicado do que o problema que ele resolve, e mudar um telefone na página exige chamar quem construiu.

Simplificar site herdado, da família site e páginas: Quando o site é mais complicado do que o problema que ele resolve, e mudar um telefone na página exige chamar

Existe um tipo de site que funciona, está no ar, e mesmo assim é um problema: o que foi construído com uma estrutura muito maior do que ele precisa.

O sintoma é sempre o mesmo. Você quer trocar um telefone, um preço ou uma frase, e descobre que não consegue. Precisa chamar alguém, esperar, pagar, e torcer para que a mudança de uma linha não quebre o resto.

O caso que melhor descreve isso

Recebi um site de página única entregue por terceiros. Ele rodava sobre uma estrutura de sistema completo: banco de dados, servidor próprio, dezenas de peças de software declaradas e um processo obrigatório de montagem a cada mudança.

A página não tinha uma linha de lógica de servidor. Nada daquilo era usado.

A frase que abriu o trabalho foi do próprio dono: “temos esse monte de arquivo apenas por causa de um único site”.

Depois: três arquivos, sem depender de nada e sem processo de montagem. Uma medida colateral dá a dimensão do desperdício: a imagem de compartilhamento, sozinha, pesava 36 vezes mais que todo o código do site.

Complexidade que o seu problema não pediu não é qualidade. É dependência de quem montou.

O que entra e o que não entra

Entra

  • Levantamento do que o site usa de verdade, contra o que ele declara usar
  • Cópia de segurança conferida antes de qualquer remoção
  • Remoção do que não é usado, uma peça por vez
  • Reconstrução do que sobra num formato que você consegue editar
  • Conferência de que cada página continua igual depois de cada corte
  • Passagem dos acessos e do que ficou, em nome seu
  • Documentação curta de como mexer sem me chamar

Não entra

  • Redesenho visual do site, que é outra frente
  • Reescrita dos textos, que também é outra
  • Simplificar sistema com área logada ou lógica de verdade
  • Mudar de endereço ou de hospedagem sem você decidir antes
  • Garantia de que tudo é simplificável

A terceira linha da direita é o limite honesto desta frente. Nem todo site complicado é complicado à toa. Quando existe cadastro, área logada, cálculo ou troca de dado com outro sistema, aquela estrutura pode ser exatamente a certa, e nesse caso eu digo isso e não mexo.

Como eu descubro se dá para simplificar

A pergunta é sempre a mesma: o que aqui roda e o que aqui só está declarado?

Site tem duas listas. A do que ele diz que usa, escrita quando foi construído, e a do que ele de fato executa quando alguém abre a página. Elas divergem com o tempo, e divergem sempre na mesma direção: a primeira cresce e ninguém nunca limpa.

Quando a distância entre as duas é grande, dá para simplificar. Quando as duas batem, não dá, e eu prefiro dizer isso antes de você pagar por uma frente que não vai acontecer.

Como o trabalho acontece

  1. Cópia de segurança primeiroAntes de tocar em qualquer coisa. Já abri o histórico de versões de um site para conferir e encontrei a aparência de histórico, sem nada dentro. Qualquer exclusão teria sido definitiva.
  2. Inventário do que rodaO que é executado de verdade contra o que está declarado. Sai a lista do que pode sair.
  3. Remoção uma peça por vezNunca em lote. Remover cinco coisas juntas e ver o site quebrar não diz qual das cinco quebrou.
  4. Conferência olhando a páginaDepois de cada corte, a página é olhada como ela aparece para quem entra, medida e desenhada. Conferir se o endereço responde não detecta rodapé desenhado no topo.
  5. Entrega editávelO que sobra fica num formato em que você troca um telefone sozinho, sem me chamar.

O que depende de você

Sem isto, a frente trava

  1. Acesso ao site, à hospedagem e ao registro do endereço
  2. Dizer o que a página precisa fazer, porque é isso que define o que sobra
  3. Aprovar a lista do que vai ser removido
  4. Aceitar que a conferência final é você olhando o site, não eu

O quarto item vem de um erro meu. Depois de mexer num site, eu conferia endereço, links de menu e imagens, e estava tudo certo. O cliente disse que tinha quebrado, e eu respondi que estava tudo bem, com as conferências na mão. O rodapé estava sendo desenhado no topo da página e boa parte do estilo tinha sumido. Ele precisou insistir duas vezes.

Quem enxerga o site é o cliente. O fornecedor costuma enxergar só o relatório. Quando os dois discordam, quem está certo é o cliente.

Quando eu não recomendo

Não contrate isto agora se

  • O site tem área logada, cadastro ou cálculo de verdade. Aí a estrutura pode ser a certa.
  • Você vai refazer o site inteiro em breve. Simplificar o que vai morrer é trabalho jogado fora.
  • O incômodo real é o visual. Isso é redesenho, e é outra frente.
  • Você não tem acesso ao que está no ar, nem ao registro do endereço. Isso se resolve antes.

Perguntas que aparecem sempre

O site fica fora do ar? Não. O antigo continua no ar até o novo estar pronto e conferido.

Vou perder alguma coisa? Só o que não é usado, e você aprova a lista antes. A cópia de segurança existe justamente para o caso de alguém ter errado nessa leitura.

Fica mais rápido? Costuma ficar, e não prometo número. Velocidade depende também de imagem, hospedagem e do que a página carrega de fora.

Depois disso eu consigo mexer sozinho? Esse é o objetivo declarado da frente. Se no fim você ainda precisar me chamar para trocar um telefone, ela não cumpriu o que prometeu.

Na mesma frente

O que costuma vir junto

Quem executa isso

Simplificar site herdado não se contrata avulso aqui.

Este serviço existe dentro da gestão de operação digital da ALC: uma frente por ciclo, escopo registrado na abertura do mês e prestação de contas no fechamento. A relação com o seu cliente continua sendo sua.